Sobre mim

Aho, comunidade!

Sou grato por você ter chegado até aqui — e talvez agora esteja se perguntando: Quem sou eu?

Meu nome é Calebe de Roure. Cresci em Brasília e passei as últimas duas décadas vivendo no exterior, entre a Europa e a Austrália. Em algo que hoje parece uma vida anterior, trabalhei como economista nos bancos centrais: Reserve Bank of Australia, Deutsche Bundesbank e Bank of England — um mundo onde a mente reina soberana e as soluções são buscadas através da lógica, de modelos e de ideias.

Por muitos anos, acreditei que, se eu pensasse intensamente o suficiente — se encontrasse a ideia perfeita — poderia ajudar a resolver os problemas da sociedade. Mas a vida, com sua paciência silenciosa, começou a me ensinar algo diferente. Através de ciclos de esforço, conquistas, desilusão e reflexão, percebi que, para onde quer que eu fosse, meus desafios me acompanhavam. E, aos poucos, entendi que aquilo que chamamos de “problemas do mundo” não são enigmas externos esperando por domínio intelectual. São o coletivo dos desafios internos que cada um de nós carrega.

A mente, sozinha, não pode curar o que está inquieto no coração ou esquecido no espírito.

Essa percepção mudou o rumo da minha vida. O primeiro princípio da permacultura de repente fez um sentido profundo: não importa quanto dinheiro existe em uma conta bancária — o que importa é o que a terra pode sustentar. Tudo nasce da terra e tudo retorna a ela. Quando herdei esta terra, compreendi que não era seu dono, mas seu guardião, chamado a construir uma relação com ela e a buscar outros que sentissem o mesmo. Juntos, podemos moldar um futuro mais consciente e regenerativo.

Cresci na casa de um político local e dentro de uma comunidade religiosa, por isso a pergunta de como viver em harmonia com o Espírito e com o proximo me acompanha desde a infância. Hoje, acredito que o caminho para um mundo mais harmonioso começa dentro de cada um. O mundo não se transforma de uma só vez. Ele muda um coração de cada vez. E quando uma pessoa encontra paz interior, essa paz se irradia, oferecendo aos outros um caminho possível e gentil de seguir.

Vejo a PlantaVida como um lugar onde esse trabalho interior pode florescer em comunhão — um lugar onde a terra, a comunidade e o Espírito apoiam o nosso vir‑a‑ser.

Espero que a sua jornada o conduza até aqui, ou para onde quer que o seu caminho interior esteja chamando.

Namastê.